Falta de medicamentos controlados preocupa pacientes e mães de autistas no RN

 

Foto: Reprodução 

A situação da falta de medicamentos na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte continua preocupando centenas de famílias que dependem diariamente da medicação distribuída pela UNICAT e unidades municipais. O problema, segundo pacientes e acompanhantes, não é recente e vem se arrastando há meses.


Imagens atualizadas da lista de medicamentos mostram diversos remédios em falta na unidade do Alecrim, em Natal. Entre eles estão medicamentos usados no tratamento de transtornos psiquiátricos, epilepsia, ansiedade, depressão e condições neurológicas.


Na relação divulgada aparecem como indisponíveis:


* Escitalopram 10 mg

* Fenitoína 100 mg

* Fenitoína suspensão oral 20 mg/mL

* Fenobarbital gotas 40 mg/mL

* Fluoxetina 20 mg

* Haloperidol 1 mg

* Levomepromazina 25 mg

* Levomepromazina gotas 4%

* Oxcarbazepina 300 mg

* Oxcarbazepina 600 mg

* Periciazina 1% solução oral

* Periciazina 4% solução oral

* Clonazepam 0,5 mg

* Clomipramina 10 mg

* Clomipramina 25 mg

* Clorpromazina gotas 4%

* Clorpromazina 25 mg


Além disso, outra lista da UNICAT aponta medicamentos em situação de “aguardando distribuição do Ministério da Saúde” e outros “em licitação”, aumentando ainda mais a preocupação de quem depende da medicação contínua.


Mães de crianças autistas relatam dificuldades constantes para conseguir remédios essenciais. Muitas famílias afirmam que não têm condições financeiras de comprar os medicamentos em farmácias particulares, principalmente porque alguns tratamentos são de uso contínuo e possuem alto custo.


A interrupção do tratamento pode causar crises, alterações comportamentais, ansiedade, insônia e outros problemas de saúde, especialmente em pacientes neurodivergentes e pessoas que fazem acompanhamento psiquiátrico.


Pacientes também reclamam da falta de previsão concreta para reposição dos medicamentos e cobram uma resposta do poder público sobre o abastecimento da rede estadual.


Enquanto isso, famílias seguem enfrentando filas, peregrinação entre unidades e a incerteza de conseguir medicamentos considerados essenciais para manter a qualidade de vida dos pacientes no Rio Grande do Norte.

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